Breve biografia de Gilles Villeneuve
Nessa semana que se passou, mais precisamente no dia 18, Gilles Villeneuve completaria 60 anos se vivo estivesse. Nascido na cidade de Berthierville, no Canadá, Joseph Gilles Henri Villeneuve começou a ter contato com o mundo da velocidade a bordo de Snowmobiles, aquelas “motos” que andam na neve, que tem o formato parecido com um jetsky.
Já em carros de corrida, foi campeão de F-Atlantic em 1976 e 1977 e, no auge dos seus 27 anos, teve a oportunidade de correr ao lado de alguns pilotos de F1 em uma corrida que aconteceu no circuito de Trois Riviere. Sorte ou não, derrotou na pista o campeão James Hunt, que boquiaberto, resolveu indicá-lo ao chefe, que colocou o jovem canadense para correr o GP de Silverstone com um terceiro carro da McLaren. Deram a ele o mesmo modelo que Emerson Fittipaldi usou em 1974, quando foi campeão mundial. Era um bom carro, mas 3 anos defasado. Mesmo assim, Gilles largou em nono, e terminou em 11º. Nada mal para um estreante.
Ainda em 1977, a Ferrari o contratou. Com o carro vermelho, estreou em casa, no GP do Canadá. E assim, inicia-se a carreira do “piloto voador”. Apelidado assim pelos companheiros de pista não pela sua velocidade, e sim pelos acidentes espetaculares em que se envolvia. Não tirava o pé em hipótese alguma. Arrojado e até certo ponto, inconsequente, o piloto até hoje é lembrado pelos lances espetaculares a bordo dos bólidos vermelhos de Maranello. Emerson Fittipaldi conta que certa vez, no GP do Brasil, perseguia Regazzoni com possibilidade de ultrapassagem, mas Clay o bloqueava constantemente, até que Villeneuve se aproxima e fica grudado em Fittipaldi algumas voltas, forçando muito a ultrapassagem. Emerson abriu passagem, e fez sinal do tipo “vai lá, passa o cara”. Na mesma volta, Gilles colocou por fora na ferradura, Clay bloqueou e o canadense não teve dúvida: concluiu a ultrapassagem pela terra, no início da subida do lago…
Toda a sua carreira foi assim pautada: Espetáculo de pilotagem, não de resultados. Em sua passagem pela Fórmula 1, contabilizou apenas 6 vitórias, duas poles em um total de 67 largadas. Pouco, em números, mas muito em lembranças para os Tifosi (assim são chamados os fanáticos torcedores da Ferrari).
Gilles Villeneuve, bem ao estilo “piloto voador”, encontrou a morte em 08/05/1982. Mas esse não é o fim da história. É necessário uma reflexão sobre o que o levou ao acidente. Ocorre que, após seu vice-campeonato em 1979 (quando seu companheiro foi campeão) a Ferrari tinha agora uma nova oportunidade de conseguir o título daquele já longínquo ano de 1982 e, como primeiro piloto, Gilles era a bola da vez. No quarto GP da temporada, em San Marino (território da Ferrari) Gilles era o líder da corrida e seu companheiro de equipe, Didier Pironi o ultrapassou nas últimas voltas e venceu. Contra todos os acordos internos e expectativas, o segundo piloto venceu. A crise interna estava lançada, e o orgulho do canadense, ferido. A próxima corrida seria na Bélgica, e Villeneuve foi pra lá convicto: venceria a todo custo. Todo custo mesmo…
No treino classificatório, Pironi tinha tempo mais rápido que Gilles, que estava em sua última volta rápida. Em uma das curvas do veloz circuito de Zolder, Gilles avista o carro de Jochen Mass retornando lentamente para os boxes. Sem levantar o pé, buscando a pole, toca rodas com o carro lento e decola. Uma das cenas mais repetidas da história da F1, a sequência de capotagens parte o carro ao meio e arremessa Gilles para o alto, que choca-se violentamente no alambrado. O mais espetacular piloto da F1 foi oficialmente declarado morto mais tarde, em um hospital local.
Para nós fãs, e para os mais novos que não puderam ver ao vivo corridas do mestre canadense, fica o vídeo abaixo, que retrata um pouco do que esse piloto fez pela história da F1.
Fonte imagem: Formula1News.it


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Talvez com mais segurança naquela época esse gênio tivesse mostrado mais do seu poder.
Era de pilotos assim que precisavamos hoje em dia, pessoas sem medo de arriscar suas vidas por belas cenas na corrida, e uma posição a mais.
A foto da Ferrari atravessada na curva, representam o espírito Gilles, mr. arrojo e habilidade! Como não se lembrar dele levando “o companheiro de guerra” ferido para casa, com apenas três rodas? É antológico!!! Inesquecível! Salve Gilles!!!!