Bahrein é cancelado e F1 larga na Austrália
A estratégia de Bernie Ecclestone colocar a decisão de fazer ou não a corrida de abertura da temporada de Fórmula 1 nas mãos do governo do Bahrein deu certo: os barenitas retiraram seu apoio à realização do GP, o que efetivamente representa seu cancelamento. O país do Oriente Médio tem sido palco, nos últimos dias, de protestos da população, que almeja maior participação política e a diminuição das diferenças sociais.
“Sentimos que era importante para o país focar nas questões imediatas de interesse nacional”
Salman bin Hamad bin Isa Al-Khalifa, príncipe do Bahrein.
Os imagens do exército nas ruas e as notícias de mortes entre os manifestantes colocaram o GP e a sessão de testes, que aconteceria em pouco mais de uma semana, em dúvida na última semana. O chefão da FOM, que detém os direitos comerciais da categoria, avisou que seguiria a indicação do governo barenita. Em outras palavras, evitou se apressar em cancelar a prova, esperando arrecadar os 60 milhões de euros que, especula-se, o governo do país paga pelo direito de sediar a etapa de abertura do mundial.

Quem volta a ser encarregado de dar início ao campeonato é o GP da Austrália, que abriu o campeonato de 1996 a 2009. Não deixa de ser uma grande notícia para os australianos, no mesmo dia em que políticos pediram que Melbourne deixe de sediar a prova devido aos prejuízos, pagos com dinheiro público. A prova será realizada dia 27 de março.
Ainda não se sabe se a corrida do Bahrein será realizada neste ano. Rumores apontam que, se esse for o caso, pode haver um encaixe, entre os GPs de Abu Dhabi e do Brasil, o que adiaria a etapa de São Paulo para 04/12, no final de semana do encerramento do Campeonato Brasileiro de Futebol. Pelo menos pensando na questão promocional por aqui, seria tapar um buraco abrindo outro. De qualquer forma, a FIA fala em adiamento, e não cancelamento.
Em relação aos testes, as equipes chegaram a uma data: de 8 a 11 de março, em Barcelona, embora a Pirelli não esconda que gostaria de testar seus pneus em situaçãoes climáticas mais parecidas com as das primeiras provas do ano. Isso aumenta a chance da corrida de Melbourne ser uma loteria em relação às estratégias de boxes.
Há quem acredite que o cancelamento da prova do Bahrein ajude times como a McLaren e a Mercedes, que tiveram uma pré-temporada de altos e baixos até agora, sofrendo com a confiabilidade do carro. De qualquer forma, são duas semanas a mais para todo mundo, como frisou Mark Webber.
“Todo mundo, para ser honesto, não importa em que situação esteja, precisa de mais tempo. Acho que estamos absolutamente preparados para correr em duas semanas, mas teremos mais uns 10 dias, já que é necessário levar tudo com antecedência para a Austrália, para trabalhar.”
Mark Webber
Crédito da foto: Bahrain GP

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Mt me estranha os tempos de Mercedes e Mclaren. Tudo bem que têm know hou para correr atrás, mas me parecem meio perdidos com o excesso de novidades, tanto do carro, quanto regulamento. O caminho da Mclaren, parece mt com o do ano passado, quando começou mal, e com a chegado do f duct, cresceram, resta saber se terão outra carta na manga.