Schumacher admite preocupação com a Mercedes


Um dos carros que têm decepcionado nestas duas primeiras baterias de testes é o novo Mercedes. Mesmo com a equipe jogando no lixo o projeto anterior já na metade do campeonato de 2010 para centrar esforços nesse que é o primeiro modelo desenvolvido em plena parceria entre os engenheiros de Brackley, das antigas Brawn e Honda, e a montadora alemã, os primeiros quilômetros mostraram muitos problemas de confiabilidade. Tanto, que Michael Schumacher já aposta na cautela.

“Estamos um pouco preocupados mas, por outro lado, sabemos onde vamos e queremos chegar. Só na primeira corrida vamos saber qual a nossa situação real, mas creio que seja difícil ganhar corridas no início da temporada”.

Michael Schumacher

O heptacampeão mundial sabe muito bem como é complicado dar esse passo final entre ter um carro bom e um vencedor. E sabe que, já começando em desvantagem em relação à concorrência, é complicado reverter o quadro de imediato. A Mercedes teve um ano complicado em 2010: foi 4ª colocada no mundial de construtores, mas com desempenho bem inferior à 3º, a Ferrari – teve apenas 3 pódios contra 0s 15, sendo 5 vitórias, da Scuderia. Teoricamente, como o W01 foi desenvolvido com os poucos recursos da Brawn, era de se esperar um salto no segundo ano da volta da flecha de prata à F1.

Logo no primeiro teste, o W02 colecionou problemas no KERS e na parte traseira, o que acabou comprometendo esse início de desenvolvimento. Essa falta de quilometragem parece ser a principal preocupação dos alemães.

“Acho que não alcançamos a quilometragem que queríamos no primeiro teste. Os tempos de volta são importantes, mas talvez não agora. É lógico que a situação perfeita é ser o mais rápido o tempo todo, mas sabemos que, vindo do que fizemos ano passado, não é possível”

Michael Schumacher

As declarações vêm mesmo depois que o alemão marcou o melhor tempo no segundo dia de testes em Jerez, confirmando a desconfiança da concorrência de que o time havia usado o pneu mais macio e tinha pouca gasolina no tanque.

“Fiquei dois segundos atrás de seu ritmo. Provavelmente foi um pequeno show para a Alemanha. Os pneus supermacios são muito rápidos, mas duram apenas uma volta”.

Mark Webber

De qualquer maneira, os testes são feitos para isso: para determinar o comportamento do carro com as mais variadas cargas de combustível e compostos de pneus. E Schumacher crê que ainda é difícil saber quem fez o melhor trabalho em integrar a borracha ao carro.

“Temos que construir o caráter do carro. Mas temos um novo perfil de pneus e o quanto eles estão em harmonia ainda é difícil de dizer. Isso é mais importante neste ano que no passado”

Michael Schumacher

Apesar do tempo perdido no primeiro teste, a Mercedes conseguiu andar mais em Jerez e tem cacife para resolver seus problemas até o Bahrein, dia 13 de março, na abertura do campeonato. Resta ver o que a concorrência fez neste meio tempo.

Crédito da foto: Mercedes GP


1 comentário
  1. wagner vieira alves says:

    Tudo agora é incerto, mas colocaria também a Mclaren, que em um primeiro momento causou um bom impacto, mas andou pouco. Será o preço do projeto super agressivo? Só o tempo dirá se os carros mais cautelosos de Ferrari e RBR, serão a melhor escolha nessa salada de mudanças. Quando vejo todo esse trabalho que os pneus estão dando, mais me certifico que Kers e ATM são……..

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