O desempenho de baixo custo da Williams


A como todo mundo sabe já viveu grandes dias de glórias. Possuía uma máquina incrível nas pistas, especialmente na primeira metade da década de 90 que inclusive renderam ao time inglês alguns títulos e conquistas. Conquistou também o respeito da grande maioria dos envolvidos na Fórmula 1 pelo que já fez em um passado mais distante. No entanto, a atual Williams carece de momentos com aqueles de vitórias célebres ou mesmo de pódios sofríveis.

A equipe de Frank Williams pagou em conquistas o fato de se manter viva em uma categoria tão difícil sem ter que se entregar a uma montadora ou totalmente a um grupo bilionário. O orçamento ficou baixo e distante das rivais McLaren, Ferrari, Mercedes e Red Bull, recentemente. A tarefa de retornar às glórias pareceu então ficar ainda mais difícil.

Porém, a escuderia de Grove tem demonstrado que ainda pode trabalhar bem, manter um desempenho razoável e uma evolução notável, mesmo que com baixo investimento. A equipe vem provando nestes últimos anos que sabe fazer um bom carro apesar dos recursos financeiros limitados que possui.

Williams engenheiros telemetria computadores

Em 2008, os britânicos só gastaram mais do que a Toro Rosso, a Force India e a Super Aguri. Os gastos ficaram em torno de 160 milhões de dólares, enquanto que Toyota e Ferrari, por  exemplo, que também não levaram o campeonato daquele ano , passaram dos US$ 400 milhões.

No ano passado, o orçamento caiu ainda mais. Os dólares não chegaram aos 123 milhões, enquanto que a Toro Rosso já passara a gastar mais do que o time inglês.

Se a limitação nos orçamentos das equipes da Fórmula 1 fosse ainda mais limitado, como já se vem analisando, não restaria dúvidas de que a Williams se daria muito bem por ser uma equipe de ótimo custo-benefício.

Também é digno de nota lembrar, que na época em que Rubens Barrichello chegou à Williams, Frank afirmou que um dos principais motivos de sua contratação é que ele se ajustava muito bem neste conceito da equipe de trabalhar com um baixo orçamento. Ele também declarou na época que o brasileiro seria uma peça importante no desenvolvimento do carro e que por ser experiente e usar de frieza na pista traria pouquíssimos danos ao carro. E foi isso o que aconteceu.

Levando tudo isso em consideração e fazendo um balanço bem detalhado do desempenho/investimento da Williams, fica claro como a equipe inglesa precisa “rebolar” muito para manter um desempenho relativamente bom comparado com o orçamento que possui. Como já dito, uma redução de gastos na F-1 poderia ser uma ótima notícia para que a Williams volte a briga sem fazer grandes esforços extras.

Crédito Imagem: Williams F1


3 comentários
  1. F-1 A.L.C. says:

    fica claro que o povo da Williams sabe usar bem o dinheiro que consegue pegar. mais eles parecem não ter muita sorte em arrecadar patrocinio. e mesmo com muito jogo de cadera com o tempo a falta de crescimento do projeto (re-crescimento?) vai cobrar a sua fatura e eles vão ficar atrás pra sempre.

    espero estar errado. curto muito o sucesso da minha equipe de infância

    Barrichello parece bastante contente de participar do desenvolvimento da Williams. e o povo da equipe parece muito confortável com ele.

  2. wagner vieira alves says:

    A Willians faz parte da f1, um pouco de sorte, não faria mal.

    • JorgeAlain says:

      Nossa, você resumiu tudo que eu iria comentar em uma única frase, e comovente, diga-se de passagem.
      A Willians é parte da História da F1 assim como a Lotus era(esperamos que volte a ser). Torço pra que o time todo de Grove consiga se reeguer e voltar a conquistar vitórias.

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