Os “beneficiados”


A temporada 2011 da Fórmula 1 traz várias mudanças técnicas e em seu regulamento comparada com a temporada passada. As principais delas são a troca da fornecedora de pneus que deixou de ser a Bridgestone e passou agora a ser a Pirelli, o retorno do KERS e a novidade polêmica da asa traseira móvel. Não vamos aqui analisar tecnicamente cada uma dessas principais novidades, o que faremos é apontar quem pode se dar bem nessa mudança toda, especialmente quanto aos novos compostos, visto que fica difícil analisar o desempenho dos carros com o KERS e com a novidade ainda não bem vista da asa traseira móvel.

Comecemos com aquele que afirmou ter sido prejudicado pela ausência da temperatura ideal dos pneus Bridgestone na temporada 2010. Felipe Massa com certeza comemorou o fato de ter se dado bem com os pneus Pirelli. A facilidade para encontrar a temperatura perfeita é bem mais fácil para o piloto brasileiro que também vê o bom casamento entre os novos compostos com seu estilo de pilotagem mais cadenciado e pouco agressivo. Em um ano que a pressão será uma inimiga ao seu lado, esse pode ser um fator importante na disputa interna com Fernando Alonso, que teoricamente leva menos vantagem do que Massa na troca Bridgestone-Pirelli.

A Red Bull, graças ao gênio Adrian Newey, possui um carro que pode ser considerado o melhor par do grid para os novos pneus. O RB7 provou nos testes da pré-temporada que não terá problemas em se adaptar com os Pirelli, até porque já se adaptou e muito bem. Os analistas mais técnicos que estiveram na Espanha durante os testes coletivos apontam que o carro taurino é o melhor e mais rápido nas saídas de curva, visto que possui uma estabilidade e uma maneira mais sólida de tracionar.

Adrain Newey projetista desenho engenheiro f1

Newey começou a montar o carro a partir de sua principal mudança, os pneus. Compreender como lidar com a nova borracha permitiu que o engenheiro conseguisse adaptar o novo modelo da Red Bull ao gosto dos compostos italianos. Os testes e certamente as corridas ao longo do ano provarão que essa foi a atitude correta a tomar.

Com o desgaste acentuado dos pneus, que deverá obrigar os carros a fazerem pelo menos duas paradas (podendo chegar em alguns circuitos a quatro pit-stops), Jenson Button aparece com as suas chances de título multiplicadas. Não que ele desponte como favorito ao título, mas é fato e a sua carreira como piloto já provou isso, que ele sabe como ninguém a poupar um carro e a gastar o menos possível de borracha durante as etapas.

Neste ano a estratégia será um ponto fundamental por conta o aumento no número de paradas consequente do rendimento bastante diferente entre os pneus gastos e novos na pista. Por ser cerebral e lhe dar muito bem com a estratégia Button pode minimizar os defeitos que o MP4-26 demonstrou desde que foi lançado. Resta saber se será o suficiente para que o inglês consiga alguma vitória e desbancar os carros da Red Bull e o espanhol Fernando Alonso, que entram no campeonato aparentemente a um passo a frente dos demais.

No próximo domingo começaremos a saber se realmente os “sortudos” descritos a cima conseguirão transformar esta vantagem no papel em vantagem dentro da pista.

Crédito Imagem: Paper.li


Faça seu comentário

صوتي دردشة شات صوتي دردشة صوتيه